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O crescimento que se permite - M.A.T.U.R.AÇ.Ã.O

Uns dias antes do natal de 2014 minha mãe fez uma pequena fratura no seu pé. Não foi grave, mas ela precisou engessar e assim permanecer por quarenta e cinco dias. Minha avó, que já estava um tanto quanto debilitada pelos anos de vida, morava conosco. E eu, curtindo férias sem previsão de acabar, se é que me entende! Certo dia lá estava eu preparando uma vitamina beeem geladinha para minha mãe e minha avó quando, cortando algumas frutas, lembrei-me de quando era criança e ficava observando minha mãe descascar uma laranja ou uma maçã e como eu achava incrível como ela conseguia fazer aquilo tão rápido e tão certinho..rs. Ela sempre soube servir as pessoas muito bem. E até ela quebrar o pé e ficar dependente de mim pra fazer tudo, eu não tinha percebido quanta coisa faltava para eu aprender a servir e ser como ela...  


Em I Coríntios 13: 11 esta escrito: "Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino". Eu penso que são nossos relacionamentos que mais e melhor nos moldam. Bem, tenho sido moldada e estou aprendendo a deixar as coisas de menina para ser uma mulher. Uma noiva... Acredito que essa coisa de deixar de ser uma coisa para ser outra não é uma transformação do além, que acontece de uma hora pra outra. É um processo... Eu passei (e ainda passo) por vários momentos e/ou situações que foram (e são) marcantes dentro deste processo de maturação. Lembro-me da primeira vez que dirigi sozinha (sem o instrutor), a sensação de responsabilidade...a questão de ter noção de espaço...depois eu sempre levava minha sobrinha para a creche e ela era tão pequena e frágil e era meu dever levá-la e trazê-la em segurança... Com minha insegurança como motorista, eu ficava tensa e orava o tempo todo. Pode parecer bobo, mas dirigir foi uma situação marcante no meu processo de amadurecimento.


O trabalho também sempre é uma lixa que nos molda...fiz minha primeira entrevista com quinze anos, era nova demais e não tinha experiência nenhuma. Era em uma escola de educação infantil e a pedagoga me deu a oportunidade de fazer uma semana de experiência. Depois que os dias se passaram, ela me chamou e disse, em outras palavras, mas com o mesmo sentido, que apesar de eu não ter me saído tão bem, ela gostara de mim. Apontou alguns aspectos que eu precisava melhorar e me deu mais uma semana de experiência. Eu fiz estágio lá por dois anos e certamente aprendi muito, cresci muito, principalmente a aceitar críticas e aceitar que alguém me fale onde erro, pois é assim que percebo a necessidade de melhorar. Eu nunca fui desobediente aos meus pais, porém eu reclamava muito das coisas que eles me pediam. Principalmente na minha adolescência, fazia as coisas de mau agrado, fazendo caretas e até reclamando com Deus...Eu fui melhorando com o passar do tempo, mas a verdade é que eu não servia meus próprios pais tão bem. De que me adianta servi-los com o coração amargurado?? 



Deus me proporciona oportunidades TODOS os dias para me ensinar algo mais e me fazer mais parecida com Ele, no trabalho, nos desafios do dia-a-dia, na igreja e na minha própria casa. Em Gálatas cinco Paulo fala sobre o fruto do Espírito.. "Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência,  a delicadeza, a bondade, a fidelidade,  a humildade e o domínio próprio" (22 e 23). Percebi então que estes frutos não estavam sendo gerados em mim, principalmente, nas minhas relações mais íntimas - na minha familia.  Eu observei que era mais comum eu ser paciente e fazer o que me pediam quando eu estava com pessoas de fora. Fiquei envergonhada e desejei de todo coração mudar. 

"As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza. Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida!" (24 e 25). 


Eu desejo me permitir mudar todos os dias...me deixar ser moldada...e poder ser, principalmente para as pessoas da minha familia, para meu marido que tanto me ensina,  alguém que reflete o Cristo que é meu modelo.

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