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Era uma vez um lugar qualquer, como algum que você conheça, com pessoas, comida, rotina, tarefas, sentimentos....quase tudo igual a nossa própria vida, com uma diferença curiosa, as pessoas eram como robôs programados, não emocionalmente ou em seus gostos e preferências, mas em seus ritmos e tempos. Explico. Algumas pessoas funcionavam mais rapidamente do que as outras. Uma falava devagar, outra rápido. Uma abraçava demoradamente, outra nem tanto. E assim eram as pessoas, programadas cada uma a seu ritmo. Acontece que, diferente de nós, que podemos acelerar ou desacelerar nossos jeitos e atitudes, as pessoas deste lugar não conseguiam, não podiam se tornar mais lentas ou apressadas do que a sua programação original.

De tempo em tempo todos passavam por ajustes, como dar corda em um brinquedo. Nisso, elas poderiam ser modificadas, mas tal decisão não cabia a elas.
Essa programação causava alguns transtornos... Sim. Porque algumas pessoas simplesmente não conseguiam se comunicar, não podiam mudar seu ritmo para ouvir melhor o outro, menos acelerado. Algumas não tinham como descobrir um olhar apaixonado ou sentir um carinho suave, pois sua programação não lhes permitia. Algumas tentavam arduamente receber a sabedoria e conhecimento de alguém mais lento que ela, houve quem perdesse boas coisas por não conseguir ser mais rápido. A vida era condicionada e elas nada podiam fazer, porque estavam todos presos às suas condições pré estabelecidas.

A vida aqui nos dá a liberdade de escolhermos nosso ritmo, podemos acelerar ou frear, temos autonomia para vivermos nossas prioridades como bem entendemos. Escolha o ritmo certo para cada momento e pessoa. Não perca nada por não saber o tempo certo de viver as coisas no ritmo em que precisa ser vivido. Vá devagar quando precisar e corra quando a situação exigir, mas não se condicione a um único ritmo de vida que te faça perder o tempo das coisas.

Porque para todo o propósito há seu tempo e juízo; porquanto a miséria do homem pesa sobre ele. 

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